segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mar de Plástico de Eunice Rodrigues de Pontes


Mar de plástico

Ó mar, tantas vezes plácido,
és agora triste mar de plástico...
Plástico em forma de garrafas, de
sacolas, de tantos outros objetos.
Ó mar, quantas toneladas de dejetos
carregas em teu dorso, aí depositados
pelo pobre ser humano, sempre tão 
desumano em sua ímpia natureza.
Ó mar, levanta teu dorso, sacoleja 
tuas ondas, esbraveja tua ira e
arremessa toda essa imensa e 
fatal poluição de tuas águas!
Ó mar, livra-te deste mal terrível e evita
que tuas criaturas marinhas tenham um
dia uma dolorosa morte, feita da mais
lenta e cruel agonia por pura asfixia.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Você é para mim


     VOCÊ É PARA MIM...

A luz que ilumina o dia,
a estrela cintilante que me conduz,
o sol que no poente se faz brilho,
o calor que me aquece no frio.
A brisa suave que acaricia,
o vinho que inebria,
a paz que invade meu coração,
a felicidade feito mansidão.
A flor que desabrocha na primavera,
o sorriso que me fascina e impera,
a prece que enternece,
o abraço que me fortalece.
A mão que segura a minha, doce alento;
o lindo azul do firmamento,
o enigma sempre indecifrável,
o amor inesgotável.
O olhar que me atrai,
a beleza da natureza,
a alegria de viver sem um ai,
o encanto da toda pureza.
    Eunice R. de Pontes





domingo, 25 de dezembro de 2011

Eunice R Pontes > CIÚMES



   Ciúmes

Todo ciúmes traz queixumes.
O lamento daquele que o sente é um
tormento; fica a espicaçar o peito, a
angustiar o coração, a perturbar a mente
que, inquieta não se aquieta e não há o 
que o faça viver sossegado; fica amuado,
não encontra um minuto de paz, não é 
capaz de afastar esse famigerado algoz.
O ciúmes dele se apodera, fica enraizado,
não dá trégua, fica arraigado em seu íntimo,
torna-se parte dele e embora pareça ínfimo,
invade-lhe a alma, tirando-lhe a calma.
Ciúmes exagerado, sempre tão malfadado,
chega até a ser um grande pecado;
quando muito sentido, deixa mordido.
            Eunice R. de Pontes



Eunice R Pontes > Tua mão

  Tua mão
 
Tua mão tocou a minha num momento
tão inusitado e fugaz, tão de improviso,
sem nenhum aviso prévio ou nem
mesmo um leve sorriso; tocou
também o âmago de minh'alma.
 
Meu coração tresloucado acelerou,
bateu num ritmo descompassado,
provocou em mim um grande abalo;
a magia de tua presença envolveu-me
e apoderou-se completamente de mim.
 
Foi o mais suave e profundo toque
que, naquele segundo tão fugidio
marcou-me a vida inteira; nem que eu
queira poderei esquecer aquele momento
pelo qual há tanto tempo ansiava.
 
Fo intensa e incrível a sensação
daquele momento que tão rápido passou.
Houve ali tanta emoção contida,
porém o vendaval do destino, num
assopro o sacolejou e despetalou.
 
          Eunice R. de Pontes