terça-feira, 3 de agosto de 2010

A dor da Ausência / Éden Franchi


Foto: Museu a céu aberto de Halima Elusta (Mestre em Artes Plásticas)
Ilustrando as Poesias de Éden Franchi, uma linda obra de Arte de Lélio Coluccini, que este ano completaria 100anos.



A dor da Ausência

Num campo chamado Santo
Árvores por todos os cantos,
Pássaros em seus ramos vem pousar
Com seu lindo cantar
O lamento amenizar.

No chão gramado
Bronze na pedra cravado um nome,
Pra dizer onde fica guardado
Um pouco de minha mãe.

As flores já estão arrumadas
De lágrimas molhadas.
Em sua santa morada,
Ajoelhada, com as mãos entrelaçadas,
Volto-me em oração.

Com você eu canto
O desencanto do amor quebrado
Aqui deixado.

De pé, olhos pro alto
Peço à Deus que a abençoe:
"Fique com Ele mamãe!"

                     II

Filha, como posso estar ausente
Se no seu coração
Você me faz presente?

Faço das suas flores o meu manto.
Do perfume o alimento.
Das lágrimas o meu rosário.

Com as mãos eu amparo
O coração em relicário.
Onde guardo o amor pelo tempo apartado.

Com você eu também canto
Em coração acalanto.
A sublimação do amor de mãe
Que só mudou de lado

Estou com Deus filha.

E abençoados todos somos.  
Foto: Dalva Saudo
Éden Franchi é Poeta, Artista Plástica e Diretora do CPAC

domingo, 1 de agosto de 2010

Os Nãos / Marlene Gomes

Foto: Dalva Saudo

Marlene Gomes é poeta e nos brinda com suas poesias na Biblioteca Pública Municipal Central . Frequenta o Centro de Poesia e Artes de Campinas na Academia Campinense de Letras.


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Os Nãos

Marlene Gomes

Eu não quero pensar
e penso
Eu não quero sonhar
e sonho
Eu não quero ter esperança 
e tenho
Eu não quero esperar
e espero
Eu não quero solicitar
e eu solicito
Eu não quero teimar 
e teimo
Eu não quero gostar
e eu gosto
Eu não quero amar 
e mesmo não querendo
eu amo
Ninguém pode dizer ao 
coração o que ele deve sentir.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vida Vívida /// Mestre Masaharu Taniguchi

Quem disse que sou um covarde?
sucumbido ante as dificuldades?
Quem disse que sou massa mantida com alimentos?
A vida não é figura de cera,
não é figura de gesso.
Eu sou ciclone
sou furacão,
sou redemoinho.
Eu transformo o ambiente.
como se dobrasse um arame
no aspecto que eu desejo.
Eu sou um com a poderosa força
que criou o Universo.
Eu sou a própria energia
que da atmosfera faz o relâmpago. 
que transforma os raios solares em arco-íris,
que faz eclodir do negro solo as rubras flores,
que faz explodir os vulcões
e que criou o sistema solar a partir da nebulosa.
O que é o ambiente?!
O que é o destino?!
Na hora exata, quando eu quiser,
eu me liberto do mais triste destino,
como uma enguia que se esgueira pelas fendas